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pontos
«A bem da nação»
Era um domingo muito especial, o de 22 de Março de 1959, em termos de futebol, quer-se dizer. O calendário era outro, e o Campeonato Nacional da I Divisão da época 1958-59 vivia, nesse dia, a sua última jornada. E que jornada! Benfica e Porto, empatados em pontos e nos jogos disputados entre si, eram os únicos candidatos ao título. A separá-los, na corrida, apenas uma diferença de quatro golos favorável aos «azuis e brancos» (78-22 do Porto contra 71-19 do Benfica). Para se tornarem campeões, os «encarnados»
teriam de ganhar o último encontro por uma vantagem superior em quatro golos
àquela que os portistas conseguissem.
Sem directos televisivos, o país estava suspenso, depois do almoço domingueiro, dos relatos que a Rádio, ainda sem transmissões em cadeia, assegurava, em simultâneo nessa tarde, dos dois encontros. O Benfica recebia na Luz, com casa cheia, o Desportivo da CUF, do Barreiro. O Porto, pela sua parte, enfrentava o Torreense, em Torres Vedras, a transbordar. E a expectativa era tanto maior quanto se sabia que CUF e Torreense, em riscos de descerem de divisão (como acabariam por descer, face às derrotas que
sofreram nesse dia), iriam fazer a vida cara aos adversários. Os jogadores destes dois clubes tinham mesmo prémios especiais (e secretos) para o caso de conseguirem contrariar as naturais aspirações de vitória dos dois grandes.
Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro da Comissão Distrital de Évora, foi escolhido para apitar o Benfica-CUF. Considerado e premiado pela Comissão Central de Árbitros, «pelo Desporto e a Bem da Nação», como o melhor da época 1952-53, era indicado à FIFA como árbitro internacional na época seguinte (distinção que voltaria a merecer em 1956-57) e apontado um ano depois pelo próprio presidente da Comissão Central, na altura Filipe Gameiro Pereira, como «do melhor que tem passado pelo sector da arbitragem»,
numa entrevista concedida ao jornal «A Bola» em 26 de Março de 1955. E havia razões de sobra para escolher um juiz com o perfil de «honrado» e de «independente» como o de Inocêncio Calabote para arbitrar esse Benfica-CUF de 1959. É que ao longo da época, em particular durante a segunda volta, os
«encarnados» tinham acumulado múltiplas razões de queixa contra as autoridades responsáveis pelos destinos do futebol.
A primeira grande injustiça de que o clube da Luz se sentiu vítima, nessa época, girou em torno de um castigo de cinco jogos de suspensão aplicado a Chino, o influente extremo-direito da equipa. Quando a pena estava praticamente cumprida, o castigo foi reduzido para um jogo apenas! Jornadas mais tarde, depois de um protesto do Belenenses referente a um jogo com o Benfica ter sido aceite pelas autoridades federativas (primeiro por ter sido negado aos homens da cruz de Cristo um golo directo conseguido na
marcação de um canto e depois pela barreira defensiva dos encarnados se ter alegadamente mexido antes de Matateu, a estrela da equipa, apontar um golo de livre), o clube da Luz viu o jogo de repetição ser marcado para a quinta-feira anterior à partida decisiva com a CUF. Por fim, o encontro que os «encarnados» disputaram em Alvalade, na penúltima jornada, no domingo anterior, ficara marcado por cenas de autêntico pugilato, que fizeram com que a equipa terminasse a partida com apenas nove
jogadores, por expulsão de Ângelo e lesão de Artur.
Minutos dramáticos
O Estádio da Luz estava à cunha. A equipa de arbitragem - Inocêncio Calabote foi auxiliado por Madeira da Rocha e por Manuel Fortunato - foi a primeira a entrar em campo, uns cinco minutos antes da hora prevista para o início da partida, seguida, nos minutos seguintes, pela turma do Barreiro. Os responsáveis «encarnados» admitem que atrasaram o mais possível a entrada da sua equipa no relvado, de forma a poderem beneficiar do conhecimento do resultado em Torres Vedras. «Faltariam aproximadamente dois minutos para as quinze horas quando entrou a equipa do Benfica», declararia, mais tarde, Manuel Fortunato, um dos fiscais de linha, no âmbito de um processo disciplinar que viria a custar a irradiação de Inocêncio Calabote, mais de 20 anos depois dos «bons serviços» que, unanimemente, prestou à arbitragem.
«Havia numerosos fotógrafos dentro do campo para fotografar a equipa. Isto deu lugar a uma certa demora, tendo o árbitro procurado que os fotógrafos abandonassem o campo. Isto fez com que o jogo principiasse uns três minutos, aproximadamente, depois das quinze horas», adiantou o auxiliar.
Apesar do esforço dos homens do Barreiro, a primeira parte correu de feição para as aspirações do Benfica, que chegou ao intervalo a vencer por 4-0. Aos 58 minutos de jogo, o cufista Quaresma reduziu para 5-1, colocando assim o FC do Porto em vantagem. Mas o Benfica, em tarde inspirada, não tardaria a fazer os 6-1. Os últimos minutos, segundo relata a Imprensa da época, foram «dramáticos» nos dois campos. Primeiro, na Luz, Mendes fazia os 7-1, dando o título ao Benfica. Depois, em Torres, Noé marcava o segundo golo do Porto, empatando de novo a contenda entre os dois grandes. E, a vinte segundos do final desta partida, Teixeira elevava a marca para 3-0, colocando a faixa de campeão ao peito dos «azuis e brancos». Na Luz, os «encarnados» deram tudo por tudo ao longo dos seis derradeiros minutos da partida (dez, com os descontos) mas não conseguiram voltar a marcar. Por um só golo (81-22 contra 78-20), o FC do Porto, na altura treinado por Bela Guttmann sagrava-se campeão nacional.
«Na manhã seguinte, em Évora, preenchi o relatório do jogo, que mandei para a Comissão. Tinha assinalado três penaltis e expulsado três jogadores da CUF. Creio que não houve mais nada de especial a registar.»
Isto pensava ele, na sua inocência de Inocêncio puro, longe ainda de saber, como viria a apurar mais tarde, quantas coincidências nefastas se não podem cruzar no caminho dos inocentes. «Em 58-59, a presidência da Comissão Central de Árbitros, por força da rotatividade do cargo ou de qualquer coisa no género, foi parar às mãos do Belenenses, então um dos quatro grandes, na pessoa do dr. Coelho da Fonseca. O presidente anterior veio a Évora avisar-me um belo dia: 'Você ponha-se a pau, que a Comissão que entrou vem com intenções de o irradiar', disse-me ele, o Gameiro Pereira. Queriam vingar-se. «Logo de seguida, depois do tal Benfica-CUF, alegando má-fé minha no preenchimento do relatório do jogo - que teria começado não sei quantos minutos depois da hora, que teria tido um intervalo maior que o devido e um
prolongamento excessivo também -, o dr. Coelho da Fonseca abriu-me um inquérito e não descansou enquanto não conseguiu que me fosse aplicada a pena de irradiação da arbitragem. Ao fim de 22 anos de bons e leais serviços, conseguiram pôr-me na rua alegando um pretenso erro meu de cronometragem. E se escrevi no relatório que prolonguei a partida durante quatro ou cinco minutos foi porque entendi que o devia ter feito e porque foi esse o tempo que o meu relógio realmente marcou. E qual é o relógio que
conta?»
Depois de mais de 20 anos dedicados à causa da arbitragem, Inocêncio Calabote viu-se irradiado por um pretenso erro de meia dúzia de minutos. «Não, nunca ninguém me acusou de suborno, de comprado ou de coisa no género, que nunca ninguém encontrou matéria para tal. Aplicaram-me a pena máxima só porque o meu relógio, pretensamente, não tinha o rigor de um cronómetro acima de qualquer suspeita.» E repete-se inocente, Inocêncio João Teixeira Calabote. Sem esperança nos homens, até que o esquecimento o liberte.
AINDA hoje, quase 40 anos depois dos acontecimentos que viriam a marcar, de forma tão dramática, a sua vida, Inocêncio Calabote experimenta, mesmo sem querer, sentimentos contraditórios em relação ao que então se passou: por um lado, gostaria de poder esquecer, de ter artes para varrer tudo da memória e
deixar a cabeça limpa, como uma casa arrumada, como se nada, alguma vez, tivesse realmente sucedido; por outro, a «injustiça» que lhe fizeram foi tão grande, tão violenta que o próprio corpo ainda agora se lhe arrepia todo sempre que, quando menos o espera, o fluir do sangue lhe traz de volta ao coração o sabor amargo do desamor dos homens. Nunca mais fui a um estádio, não sou capaz. Gosto de ver o futebol na
televisão. Mas, depois, vou-me deitar, e a cabeça não pára, só quando consigo adormecer.»
jose_pisco a 5 Dezembro 2007 - 14:55 mau artigo A mesma coisa, só que ao contrário, a vida tem destas coisas... Os Sumarissimos, que depois do castigo cumprido já não contavam (Vidé MacCarthy!), e a desconfiança eterna com provas vagas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É assim amigo Pisco, a mesma coisa, mas ao contrário! Já reparou?
talvez não houvessem telemoveis naquela altura!
para já 2 destaques, André André (filho do eterno André) e Alexandre freitas (um Juvenil esquerdino)
15 m, Edgard de cabeça e a boca da baliza, falha apos um excelente centro de marco Aurelio (Junior).
Esttou bem impressionado com um central de excelente compleição fisica, Ericson!! Grande central!!
Pera lá que isto requer um comentário à grande.
Ponto 1: Já nessa data se falava de prémios especiais. Afinal não é só o FCP.
Ponto 2: Quer-me parecer que os múltiplos prémios do Inocêncio seriam de anos bastante anteriores.
Ponte 3: Existe o assumir por parte do SLB do atraso deliberado e exagerado. Ou seja, desonestidade, falta de fair-play, adulteração da verdade desportiva. Pois, mas só hoje, é que com o FCP isso existe.
Ponto 4: Chino? Deve ter sido um rotativo à retaguarda com flic-flac apoiado à esquerda.
Ponto 5; Já se queixavam na altura dos jogos a meio da semana…
Ponto 6: Parece que o pugilato foi só do Sportém.
Ponto 7: Inocêncio irradiado. Na altura o jovem Jorge Nuno já era o rei.
Ponto 8: 3 penalties, 3 expulsões, 10 minutos de descontos. Normalíssimo.
Ponto 9: Afinal era o Belenenses que estava na Arbitragem. Era o sistema rotativo entre eles os verdes e o slb. Mas na altura eram pessoas sérias.
Pisco, o senhor é porreiro, boas ideias, curtido. Mas há limites para tudo.
Onde é que o senhor aprendeu a ler e interpretar textos?
1 - Os incentivos (prémios especiais) terão sido sempre a norma e não a excepção. Todos os clubes numa ou noutra altura o praticaram.
2- Explique esta. É que não constam casos de anos anteriores.
Passou em claro as múltiplas razões de queixa do SLB.
3 - «Faltariam aproximadamente dois minutos para as quinze horas quando entrou a equipa do Benfica» pelos vistos entrou antes da hora, já que o jogo começava às 15 horas.
«Havia numerosos fotógrafos dentro do campo para fotografar a equipa. Isto deu lugar a uma certa demora, tendo o árbitro procurado que os fotógrafos abandonassem o campo. Isto fez com que o jogo principiasse uns três minutos, aproximadamente, depois das quinze horas» A culpa foi do Benfica porque os fotógrafos eram todos benfiquistas. E começou 3 minutos depois da hora? Que grande atraso.
4 - ????????????????????????????????????????????????????????
5 - Decreto lei: O Benfica nunca se deve queixar. Nem que tenha razão? Mesmo assim.
6 - Não sei o que se passou durante o jogo. Não comento.
7 - Dizem os portistas que o SLB era o clube do regime.
8 - 10 minutos de desconto? Leia bem o texto. Isso não vem em lado nenhum.
9 - Onde leu que o sistema era rotativo? E se assim fosse como sabe que o FCP não entrava no esquema?
Se o Sr. Calabote quisesse que o Benfica fosse campeão, o que o impedia de dar 10, 15 ou 20 minutos a mais? Ou marcar mais uns 4 ou 5 penaltis? Ou expulsar mais 2 ou 3 jogadores? Depois de corrupto, corrupto e meio não?
O senhor pode tentar ser engraçado, mas escusa de o tentar ser comigo. Não pega.
Aprendi na escola, mas pelo que o senhor escreveu, não fuieu quem leu mal.
Posso ter feito uma interpretação que não concorda. Mas mal feita ou mal lida, isso não é daqui.
Se os prémios são norma, desde há 50 anos, para quê estar a estragar espaço com isso?
Não há casos anteriores. Há prémios anteriores. Medalhas de reconhecimento, prémios de melhor árbitro, etc.
Se segue o futebol com atenção, certamente que percebe que dois minutos antes das quinze... simplesmente não chega para a entrada, as fotos, os cumprimentos, o moeda ao ar, o escolher campo.
O Chino levou 5 jogos. E depois? Foram muitos ou poucos? o que aconteceu para ele levar esses jogos?
Pisco, antes de fazer comentários, deve ver a quem os dirige. Fala nas não queixas do benfica? Eu nunca me queixei nem usei esse argumento (excluindo a teoria da conspiração). Fala do clube do regime? Eu nunca disse tal coisa (até porque a haver clube de regime, não era o SLB.
Os dez minutos de desconto foi a única inverdade, para ter a certeza se o meu texto era lido com atenção.
Essa do desconhecimento da rotatividade na presidência da federação e conselho (ou lá como se chamava na altura) de arbitragem, só pode ser brincadeira. Nem me passa pela cabeça que não tenha conhecimento de como é que as coisas eram na altura.
Por último, pois tenho receio que as minhas palavras não sejam interpretadas correctamente, indique-me:
- onde é que eu me referi a uma possível corrupção do árbitro?
- onde é que eu demonstrei falta de respeito nas minhas palavras para merecer tal tratamento?
- se para a elaboração deste texto recorreu a diversas fontes, ou foi das primeiras que apareceu.
Às vezes tenho certas dúvidas, e isto não é dirigido a ninguém do SLB em particular. Divirto-me bastante aqui, e isso é o que conta...
Sem querer ferir susceptibilidades, deixo no ar:
Porque carga de água é que não se pode pôr em causa o Calabote, e outras coincidências do SLB dos antigamentes. Até o meu paizinho tem histórias deles para contar... Por amor da Graça Divína, 3 penaltis e 3 expulsões naquela época?????? Só isso era de desconfiar!!!!!!!! 4 minutos de desconto porque "foi o que o meu relógio marcou!"... Esgotei os Pai Nossos... Entrar 2 minutos antes, quando no minímo deviam ser 10 min e não há conivência?...O Sr. Calabote viveu triste? Pois! No Mundial do México em 1986, o tempo médio de descontos era de 1 min. 30 seg. li uma vez!!!
Amigo Pisco, sinto-o agressivo. Simpatizo com o meu caro e não gosto de o ver assim!!!!
Isto faz lembrar o Vieira, critica os que dizem mal do SLB e passa a vida a ofender os outros. "Esse Sr. já está a sentir a corda à volta do pescoço!"....PFFF!
Esta tentativa de adeptos benfiquistas de desmistificar o "caso calabote" já não é nova. Lembro-me perfeitamente de uma célebre emissão do isentíssimo "donos da bola", cujo objectivo era exactamente o mesmo deste artigo:
Começou com uma reportagem "a puxar para o sentimento" sobre os pesadelos do Sr.Calabote, continuou com o depoimento do adepto benfiquista do painel, o saudoso Alfredo Farinha, que com a sua isenção de sempre defendeu a tese da "cabala" (é curioso como os jornalistas chamados "isentos" do jornal "a bola" doutros tempos, acabam sempre a carreira como opinadores ligados ao Benfica).
Estava tudo a correr conforme os objectivos, até um ex-atleta da CUF tomar da palavra, nada mais nada menos que o ex Seleccionador Nacional "Mestre" Manuel de Oliveira (não o cineasta)-um habitué do programa e homem normalmente sereno e apaziguador nas suas opiniões- começar a relatar os lances dos penalties e das expulsões. Aquilo que relatou foi de tal forma caricato que o proprio painel do programa, a excepção de um estranhamente silencioso Alfredo Farinha, passou o resto do programa a rir à gargalhada.
Lá está....são opiniões.
Caro jjletho, infelizmento aqui só existem dois tipos de opiniões: as dos benfiquistas mais agerridos e a dos outros - estas estão sempre erradas e ofensivas.
Não vi o programa, mas tenho muita pena.
É que isto da compensação era decidido pelo árbitro sem passar cavaco a ninguém, e quando "dava" 1 minuto de desconto já era mt, passe o exagero!!!!! Falo dos anos 80, em 1959 quase não havia essa noção, apesar de os haver!
Pois Jorge, há uns anos atrás era criminoso dar mais do que 1 minuto. Mas deixe lá.
Curiosamente, perdi uns tempos a analisar o que se escreve sobre o caso. E curiosamente em nenhum site/blog relacionado com o FCP aparece alguém a contar a história. Alusões à história há muitas, mas a contá-la não.
Continuo sem perceber a necessidade de defesa constante relativamente a este assunto.
23m, grande trabalho de Alex. freitas a recuperar uma bola e apos uma simulação, Rui Pedro fica isolado e frente ao g.redes, remata colocado a raspar no poste
Penso que não. A transmissão esta a ser feita com 1 camera apenas, mas foi um atraso de peito do Castro e a bola ficou a meio caminh, logo o Targino foi mais rapido e antecipou-se ao Nuno.
Intervalo, continua 1 a 0. Mas estou muito agradado como Ericson. Temos ali um grande central e com uma estatura fisica de respeito.
Estão a ver o Emerson??? MAis alto e mais elegante!!! A seguir com atenção este Jovem!!
De resto, foi uma primeira parte em que a experiencia do Guimarães (9 Seniores em 11)m e a componente fisica prevaleceu, mas um meio campo do Porto muito trabalhador com destaque para o And´re André e o miudo Alex no lado esquerdo.
PS: Campo de treinos nº 3 do Guimarães, que apesar da chuva e com 45 m em cima, muito bom!! A fazer inveja a muitos relvados da 1ª liga
Ó pisco, queres uma embalagem de "Skip – branco mais branco não há"? Ponham lá a estátua ao lado do Eusébio que ele bem merece, agora não tentes ser como aquele bispo lefebriano que acha que o holocausto é é invenção dos media.
Quanto ao Calabote, ele que não se preocupa porque ninguém vai deixar apagar a memória de tamanhos feitos. Ele é já uma lenda do futebol!
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