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A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Braga desenvolve com as escolas de futebol locais um projecto para combater o absentismo escolar, que a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação pretende "disseminar pelo país".
Em declarações à Agência Lusa, Idália Moniz considerou "uma prática extremamente positiva" o projecto em curso no concelho de Braga, iniciado depois de a Comissão de Protecção ter constatado que algumas crianças que faltavam às aulas frequentavam escolas de futebol.
"Havia um conjunto de sinalizações que correspondiam a meninos que tinham absentismo escolar e, ao mesmo tempo, frequentavam escolinhas de futebol. A comissão desenvolveu um projecto com as escolinhas e hoje são os próprios treinadores que os sensibilizam para não faltarem à escola", disse.
A presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Braga, Fátima Soeiro, revelou que 77,7 por cento dos 70 casos sinalizados em 2007 como abstenção e abandono escolar são de alunos que frequentam escolinhas de futebol e deviam estar nos segundo e terceiro ciclos da escolaridade obrigatória.
"Não depreendi que os miúdos faltem às aulas para irem ao futebol", disse Idália Moniz, que hoje teve um encontro em Braga com os representantes locais das comissões de protecção de crianças e jovens em risco.
Segundo a governante, o que acontece é que "algumas crianças que faltam às aulas frequentam escolinhas de futebol" e, como há "um interesse comum", é importante encontrar-se "uma forma de as cativar".
Idália Moniz recorda mesmo o seu caso pessoal: "Tenho um filho que joga andebol no Belenenses e sei que a secção de Andebol faz depender as convocatórias do aproveitamento escolar".
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação comprometeu-se a deslocar-se de novo a Braga para analisar o projecto em curso, para depois estabelecer contactos, eventualmente com o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, para o "disseminar pelo país".
"Tenho de saber exactamente qual é o âmbito, quais são as idades. À partida parece-me uma boa prática e estas devem ser replicadas", sublinhou, recordando que, "se não tiver as competências para ler um contrato de trabalho", um futebolista profissional "fica com o futuro comprometido".
No final da reunião, Idália Moniz afirmou que "as escolinhas de futebol são uma das razões para o abandono escolar" em Braga, onde, "para além de questões como a negligência dos pais e o abandono escolar", aquelas recebem "muita atenção" porque "as crianças não podem trocar a escola por locais onde aprendem a jogar futebol".
ESI/EYM.
lusa a 19 Fevereiro 2008 - 19:56 mau artigo
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maestro, 11 seg atrás
"Até pode considerar"
nmt1412, 53 seg atrás
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"Uma grande verdade: A honra"
Karlitos, 4 min 46 seg atrás