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LUTA DESIGUAL = INJUSTIÇA

Meus amigos

Recentemente tivemos novo episódio da novela que há muito vitimiza o Sporting: suas excelências os árbitros!

Sem me deter sobre as questões objectivas do jogo, prendo-me apenas com as declarações de Paulo Bento e as suas consequências.

Pode cada um de nós simpatizar ou não com a pessoa e com o treinador Paulo Bento, não devendo porém moldar o discurso e a análise em função dessa ideia formulada.

Um treinador que é único na admissão dos benefícios que colhe pelas arbitragens (e reconheceu ao vivo 3 casos, a saber: Bueno (Nacional), Vukcevic (Rio Ave, Taça da Liga) e penalty de Anselmo (Olhanense)), coisa que mais nenhum treinador é capaz de reconhecer, merece que o oiçamos com atenção quando se manifesta prejudicado.

Mal abre a boca e logo os jornalistas idealizam um cardápio de castigos a aplicar, sem cumprirem a sua primeira obrigação: analisar e comentar o que foi dito.

Logo o corajoso árbitro enche o peito de ar e declara participar às instâncias disciplinares que se sente muito ofendido.

Logo a APAF, tão caladinha no seu canto quando os agentes são outros, surge afirmando que vai defender o seu associado até às últimas consequências, assumindo mesmo o papel de queixoso se o CD não agir de imediato.

Tanta gente "corajosa" contra um Homem apenas!

E a Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF) o que faz? Nem muge, nem tuge, como se um colega seu não estivesse a ser atacado, claramente marginalizado, como se a sua posição não fosse igual àquela que a APAF tem com o árbitro, como se não constasse dos seus Estatutos essa obrigação.

E os jogadores mal expulsos? Onde está aquele sujeito gorducho que se pela pelas objectivas quando há ordenados em atraso (mas só com clubes menores, porque com os outros não se mete)? Ninguém o ouve a defender o jogador, como se não constasse dos seus Estatutos essa obrigação.  

Assim se desiquilibram os pratos da balança, onde organismos com assento na Assembleia Geral da FPF se distanciam das suas obrigações estatutárias, permitindo que uma APAF, os árbitros e o CD da Liga definam quem são as suas vítimas e ódios de estimação, agindo de forma concertada e claramente diferenciada sobre os agentes do futebol.

Muito se fala do abandono a que é votado Paulo Bento pela Direcção leonina, mas ninguém ousa falar da ANTF e do SJPF, que abandonam também eles treinador e jogadores.

E o que digo agora relativamente a Paulo Bento, aplica-se ipsis verbis a todos os treinadores e jogadores.

É tempo dos organismos que defendem treinadores e jogadores tomarem posição, como a APAF faz com os árbitros, acabando com esta luta desigual que permite a arrogância de uma classe, como se fossem pessoas intocáveis, inatacáveis e as mais importantes no mundo do futebol.

Tal como está actualmente, a luta é desigual. E se há uma luta desigual, não pode haver justiça, sinónimo de equidade.

Lyoncorner

Autor:
Retrato de LyoncornerLyoncorner a 1 Outubro 2009 - 16:52 mau artigo
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1 Comentário
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Retrato de santos AAC

Caro Lyoncorner, concordando com o seu artigo, não posso, contudo, deixar de lhe fazer três reparos:

  • "Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele" ou "quem anda, à chuva molha-se"- isto para dizer que o paulo Bento "gosta" destas situações e aproveita-as para se fazer um pouco de vítima, ie, do coitadinho que os árbitros e a Liga andam a persegui-lo. A verdade é que até pode ter razão nalgumas das criticas que faz mas, ao usar certo tipo de linguagem "põe-se a jeito" para eventuais sanções (já o disse aqui que a crítica à actuação dos árbitros devia ser deixada para outros deixando o treinador do Sporting dedicar-se a orientar a equipa
  • É verdade que o Paulo Bento reconheceu essas três situações mas também é verdade que desses três jogos o discurso dele foi sempre "fomos beneficiados mas...", isto é, dandio sempre uma desculpa ou de um fora-de-jogo mal assinalado, ou de um penalti que ficou por marcar, ou de outra situação qualquer em que ele achava que o Sporting tinha sido prejudicado
  • Apesar dos casos em que ele contesta as arbitragens com razão e dos três casos em que reconhece ter sido beneficiado (sempre com o "mas" a seguir), outros houve em que, no calor da derrota teceu duras críticas à arbitragem quando, vistas bem as coisas o Sporting havia sido a equipa mais beneficiada pelos erros da arbitragem que prejudicara as duas equipas. Estou a lembrar-me do Sporting - Porto para a Taça o ano passado em que ele atacou o árbitro mas nunca foi capaz de reconhecer que se excedeu nas críticas e nas expressões utilizadas.

santos D

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