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A resposta é sempre a mesma: "Mas eles não têm as nossas praias, pá." E agora junta-se outra: "Querem comprá-la mas a Vivo é nossa". Ok. Mas é melhor não entrar no jogo do toma-toma ou do querias-querias, porque as batatinhas e as enguias parecem estar todas do outro lado da fronteira: Javier Bardem, Penélope Cruz, Pau Gasol, Rafa Nadal, Fernando Alonso, Alberto Contador, a Telefonica - já chega? Bom, deixemos o que está para trás e foquemos o ciúme, que é feio mas tem razão de ser, no Mundial. E na Espanha, campeã da Europa e do Mundo. Descubra as diferenças.
1. GERAÇÃO DE OURO Nós tivemos a nossa que não resultou em nada. A deles deu dois títulos. Em 1999, Casillas, Xavi e Marchena, entre outros, conquistaram o Mundial de juniores. Nasceu aí a ideia de uma Espanha vitoriosa e o trio cresceu na roja ao ponto de hoje se tornar a maior referência no balneário.
2. LIDERANÇA NO BALNEÁRIO A Casillas, Xavi e Marchena (a quem chamam de papá), juntam-se Xabi Alonso, Iniesta e Puyol. São eles que transmitem as ideias do treinador. E foram eles a ouvir da boca de Hierro, director técnico, a frase que deu o clique: "Este comboio não passa duas vezes". Em Portugal, Ronaldo tem a braçadeira mas não lidera. O ascendente que tem sobre os outros existe porque se impõe ao nível técnico (é o melhor) e mediático (o mais conhecido) - há quem não goste da forma como conduz o balneário. Faz falta um Figo.
3. BOM AMBIENTE Del Bosque disse: "Tivemos uma competição sem casos e em que tudo correu bem." O ar saudável que se respirou na roja foi a chave. Em Portugal, faltou oxigénio e quando houve era rarefeito. Estes são alguns episódios que puseram os nervos dos futebolistas em franja: o caso Nani [siga para o ponto quatro]; as bocas de Deco que alguns apoiaram, outros nem tanto; as palestras que a maior parte considerava aborrecidas e saturantes; o sistema táctico e as indicações durante os jogos que eram criticadas veladamente; o jantar que se transformou em ceia tardia (1h30) depois do jogo com Moçambique por causa de uma festa com portugueses.
4. O SELECCIONADOR Vicente Del Bosque foi um jogador de eleição no Real Madrid e lá também ganhou como treinador duas Champions, duas Ligas e uma Taça Intercontinental. Um currículo de ferro para um coração mole de quem todos gostam: titulares e suplentes. Queiroz chegou à selecção como adjunto de Ferguson e com um passado de fiascos em outros países e clubes (como o Real). Ronaldo e Deco questionaram as suas opções; Duda, Veloso, Liedson ou Hugo Almeida mostraram azia; e ninguém do corpo médico explicou a lesão de Nani.
5. A IDEIA A Espanha tem um modelo e uma ideia de jogo que brotam do Barcelona: posse de bola, troca de posições constante e controlo emocional. A Fúria já era. Portugal, terra do futebol curto, dos gingões, da técnica e do talento (o Brasil da Europa?) é outro, onde não há fio e o pavio é curto. Indefinições: do 4x3x3 ao 4x4x2 em linha ao losango, do ponta-de-lança fixo e só ao móvel e mal acompanhado. E uma novidade absoluta: numa equipa geneticamente feita para atacar, viu-se uma defesa intensa e o jogo directo. A cartilha queirosiana.
6. OS MELHORES NOS MELHORES Em defesa de Queiroz, o trabalho de Del Bosque está facilitado. O Barcelona, que ganhou tudo recentemente, dá Piqué, Puyol, Busquets, Xavi, Iniesta e Pedro ao onze titular; o Real, que sabe o que é ganhar tudo, dá Casillas, Sergio Ramos e Alonso. Na selecção portuguesa é difícil construir uma equipa baseada nos grandes clubes. A última vez que isso aconteceu foi com Scolari e o FCP pós-campeão europeu, uma equipa constituída por jogadores nacionais.
Jornal i online.
Basicamente... o mesmo que eu venho defendendo para justificar a minha desilusão com o Mundial de Queirós. Acho incrível como é que alguém ainda consegue ficar satisfeito com a nossa prestação na África do Sul. "Ah e tal, só sofremos um golo e fomos eliminados pelo Campeão do Mundo". Essa é a mentalidade dos pequenos e nós, no futebol, já deixamos de ser pequenos há muito tempo...!
Abraço,
JC
artenigma a 13 Julho 2010 - 10:32 mau artigo Um belo texto, que diz mais sobre nós que sobre Espanha, como deve ser em qualquer discussão séria do género!
Melhores jogadores.
Melhores equipas e campeonato muito superior.
Aposta nos jovens e sem brasileiros(?).
Muito simples:
1º- Não são estúpidos como os Portugueses, porque quando alguma coisa falha procuram resolver o problema sem andar a exigir a Cabeça de ninguém;
2º - Dão Paz e Tempo aos Seleccionadores para que estes possam formar talentos e encontrar Jogadores. Nós temos a mania que temos tudo e mais alguma coisa quando não temos nada;
3º - Tem clubes que foram obrigados a apostar na Formação e estes clubes dominam a Europa do Futebol;
4º - Não tem uma Comuncação Social como a nossa onde habitam uma série interminável de Anões que se querem fazer notar;
5º . Tiveram consciência das suas limitações e foram trabalhando para melhorar. Os Portugueses preferem ter a mania que são os maiores e depois quando caem do pedetal a culpa é sempre do vento e não da sua estupidez militante.
Já dei muita esmola para esta Missa.... Apostem num Seleccionador estrangeiro ou no Exilado de África e não mudem a Orgânica da Federação e vamos voltar a ver Portugal a não ir longe nos Apuramentos durante ANOS a fio.
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