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A FIFA, pela voz do seu presidente Blatter, já veio dizer que vai pôr na agenda da próxima reunião do International Board do Futebol, a realizar em Outubro, o assunto da bola que entrou ou não na baliza. O golo da Inglaterra contra a Alemanha no Mundial, não assinalado, a isso obriga, para calar muita gente.
Fala-se no uso do designado chip na bola, um pequeno aparelho colocado dentro da bola e almofadado para detectar se a bola entrou ou não dentro da baliza.
Este sistema do chip implica vários equipamentos no estádio, uns para referenciação, outros para comunicação com o(s) árbitro(s), eventualmente também com um videoárbitro cuja função será a de visionar, por decisão própria ou a pedido, as imagens de determinado lance junto a uma linha de baliza em que se levanta a dúvida se a bola entrou ou não.
Este sistema, parecendo ser muito simples em termos técnicos, não é assim tão simples como parece, a começar pelo seu custo, que alguns avaliam em cerca de um milhão de euros (duzentos mil contos em moeda antiga). E se o sistema falha como qualquer equipamento durante um jogo crucial e no momento exacto, lá iremos ter a as polícias a ter de investigar a causa dessa falha… O que mais vai encarecer o sistema, só que aí à custa de todos os contribuintes.
Já disse e repito, não sou contra o uso de tecnologias no futebol, mas antes há que pensar bem sobre elas, sobre a sua fiabilidade técnica, sobre o seu custo e…, acima de tudo, sobre a regulamentação do seu uso. Já aqui no futebolar escrevi vários artigos sobre tecnologias aplicadas ao futebol, mas agora, em face do anúncio do presidente da FIFA, vou escrever e ponderar exclusivamente sobre a regulamentação do uso do chip na bola para este esclarecer, só e apenas, se uma bola entrou ou não dentro da baliza.
Continua num próximo artigo.
lupi a 13 Julho 2010 - 20:15 mau artigo Caro Jocker, vi uma estimativa dos custos dos equipamentos num excelente artigo sobre isto com um excelente grafismo sobre os equipamentos, salvo erro no Expresso ou num outro jornal português. Ainda que a fonte fosse da empresa alemã que produz o sistema de chip Kairos.
Mas também já li algo assim na Internet, num site francês.
É um custo exorbitante para a real valia dos equipamentos propostos...
O problema é que já devem estar 1 ou 2 empresas com patentes registadas á espera de algo...
Mas ainda assim, se se decidisse implementar o sistema em muitos campos de futebol o preço iria baixar draticamente e tornar a medida possivel...
è uma questão politica....
JockeR, a mim não me admira o custo dos equipamentos face à descrição que li dos mesmos. Porque implica vários aparelhos nos estádios e os respectivos suportes físicos, além do software e do custo de investigação, que tem de ser pago (como nos medicamentos).
Mas julgo que se houver uma empresa creditada para isso, compra-os mas depois aluga o seu uso, tipo chave na mão (com pessal técnico associado). Como acontece com as estações televisivas que visionam e transmitem os jogos. Os clubes podem nem necessitar de comprar os equipamentos. Mas alguém terá de pagar isso tudo.
Faço uma aposta consigo.....
Ao ritmo que vejo empresas a surgir com soluções para o caso ( todas más e insuficientes) aposto que vão introduzir equipamentos similares a estes nos proximos 2 a 3 anos...
Já muita gente investiu....
Aposto quanto quiser...
JockeR, não digo nada, mas julgo que muito poucas empresas desenvolveram este equipamento. Isso exige bastante tecnologia de ponta.
Mas se a FIFA for nisso do chip, não me admira que apareçam mais.
Esse genero de tecnologia está toda inventada e posta em pratica noutros sectores...
A unica coisa que vi de interessante e diferente acerca deste caso foi a forma de colocar o chip no interior da bola....
Tudo o resto... Já inventado e mais que inventado...
É politica caro amigo.... Politica ou Blatterices.....
JockeR, diz você:
A unica coisa que vi de interessante e diferente acerca deste caso foi a forma de colocar o chip no interior da bola....
Meu caro, a tecnologia de chip na bola faz toda a diferença, é toda uma outra tecnologia que não tem nada a ver com outras, como olho de falcão ou simples câmaras ópticas ou fotoeléctricas, estas sim já testadas e usadas noutras situações do desporto e não só.
Leia os meus artigos com atenção para perceber que esta tecnologia do chip na bola não tem nada a ver com outras. Por isso exige equipamentos muito diferentes dos usados por outras tecnologias. E que por isso mesmo também não fazem o que as outras fazem, nem as outras fazem o que o sistema de chip na bola faz.
E porquê esta tecnologia e não outras? Porque esta é de aplicação muito mais simples e menos dada a subjectividade, a exigir pouca regulamentação. O sistema, se funcionar bem em termos técnicos, é um sistema automático. Ainda que ponha alguns problemas, como referi nos meus artigos, mas muitíssimo menos do que as outras. E porque a FIFA parece inclinar-se para esta tecnologia, e não para outras. Só que, segundo creio, esta tecnologia não é usada em mais nenhum desporto e talvez em mais nenhum outro caso prático da vida das sociedades, a não ser nos GPS, mas estes precisam de vários satélites orbitais, que custam muitos milhares de milhões.
Logo, os equipamentos têm de ser feitos à medida e de raiz. E implicam, ou implicaram, muita investigação anterior de ponta, que só empresas muito ricas ou multinacionais de alta tecnologia podem fazer. Claro que depois da entrada em produção em série dos equipamentos, qualquer empresa menor de qualquer país pode comprar e usar, tal como se compra um automóvel ou um aparelho de televisão.
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