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Muslera, Rios, Suarez ou Forlán andam nas bocas do Mundo. Levaram o Uruguai às Meias-Finais do Mundial 2010, naquela que foi a grande surpresa da competição. Mas não foram os únicos a fazê-lo... Nos últimos 25 anos, muitas foram as selecções que se superaram, causando surpresas em Europeus e Mundiais. Recordemos alguns desses 'outsiders' que marcaram gerações e inscreveram os seus nomes na história...

Grécia: talvez o mais surpreendente de todos os campeões.
México 86. A Bélgica alcança as Meias-Finas e só cai aos pés da poderosa Argentina de Maradona que, como se sabe, viria a ganhar a final da competição à RFA. Na equipa belga, que havia ficado em 3ª no seu grupo antes de surpreender tudo e todos na fase a eliminar, despontavam nomes como Jean-Marie Pfaff, Eric Gerets, Enzo Scifo ou Stéphane Demol.
Dois anos mais tarde, a Rep. Federal Alemã recebe o Euro que foi conquistado pela fabulosa Holanda de Van Breukelen, Rijkaard, Ruud Gullit, Van Basten e dos irmãos Koemen. Mas era também a União Soviética quem brilhava, ela que tinha terminado o grupo em primeiro lugar, à frente precisamente da... Holanda. Khidiyatullin, Vasiliy Rats, Mikhailichenko ou Oleg Protasov são nomes que ficam para a história.
Dois anos volvidos e novo Mundial, o Itália 90. Quem faz a festa é a RFA e não há grandes surpresas entre os 4 semi-finalistas. Mas dois anos depois, o Euro 92 – na Suécia – provoca um dos maiores “escândalos” do futebol contemporâneo. A Dinamarca, repescada a 10 dias do início da prova e liderada por nomes como Peter Schmeichel, Kim Vilfort, Flemming Povlsen e Brian Laudrup, sagra-se Campeã da Europa frente à poderosa Alemanha e deixa o continente de boca aberta com o feito.

Repescada a 10 dias da competição, a Dinamarca venceu o Euro '92.
Era o prenúncio de que as selecções europeias estavam a cescer e o Mundial dos Estados Unidos, em 1994, veio comprovar isso mesmo. Das 8 equipas que alcançaram os Quartos-de-Final, apenas o Brasil não pertencia ao Velho Continente, apesar de ter sido mesmo o vencedor. Antes dessa famosa final com a Itália, que Roberto Baggio teve a “gentileza” de decidir a favor dos brasileiros, brilharam a Suécia e a Bulgária. Quem não se lembra de Thomas Ravelli, Stefan Schwarz, Jonas Thern, Henrik Larsson, Tomas Brolin e Kennet Andersson levarem a Suécia até às Meias-Finais? Ou de Iordanov, Balakov, Letchkov, Stoitchkov e Kostadinov fazerem o mesmo com a Bulgária?

Letchkov em grande estilo...
Chega o Euro 96 - numa fase final em Inglaterra que contou pela primeira vez com 16 equipas a competir - e com ele uma super República Checa, que eliminou Portugal a meio de um fantástico percurso que fez dela finalista. Perderam por 2-1 no prolongamento do jogo decisivo quando Bierhoff bisou e ofereceu o título à Alemanha, mas caíram de pé e levaram ao estrelato jogadores como Pavel Nedved, Karel Poborský, Patrik Berger, Smicer ou Pavel Kuka.
Em 98, o Mundial ganho em casa pela França frente ao Brasil, foi a Croácia de Bilić, Prosinečki, Boban, Stanic, Jarni, Suker e Vlaovic a fazer as delícias daqueles que apreciam equipas-surpresa. Perderam o acesso à final com os dois golos marcados por Thuram nas Meias mas garantiram o 3º lugar frente à Holanda.
Dois anos volvidos e mais uma equipa sensação no Europeu. Desta vez, a “sorte” de chegar à Meia-Final tocou-nos a nós. Era o grito da 'Geração de Ouro' de Queirós, onde Vítor Baía, Fernando Couto, Paulo Sousa, Figo, Rui Costa, João V. Pinto e Nuno Gomes deliciaram os espectadores e tombaram apenas às mãos de um controverso penalti assinalado por Günter Benkö a 3 minutos do final do jogo contra a França.

Luís Figo marca à Inglaterra no Euro 2000.
Já em 2002, e polémica atrás de polémica, foi a Coreia do Sul de Guus Hiddink, a jogar em casa, quem fez o maior brilharete no Mundial do brasileiro Ronaldo. Chegaram às Meias-Finais mas, à excepção de Park Ji-Sung e do avançado Ahn, ninguém se deve lembrar muito bem do nome de mais nenhum dos jogadores coreanos. A acompanhá-los na festa estava a inesperada Turquia, que acabou mesmo por conseguir ganhar-lhes o 3º lugar no jogo que antecedeu a grande final. Rustu, Alpay, Hakan Unsal, Basturk, Emre, Umit Davala, Hakan Sukur e Mansiz foram derrubando os obstáculos e alimentando o sonho turco, que duraria até que o golo do “Fenómeno” os trouxesse de novo à terra.
Depois, o nosso Europeu. Corria o ano de 2004 e, para evitar a frustração de falar no sonho que vimos fugir em plena final, concentremo-nos na Grécia, talvez o mais inesperado campeão de todos os tempos. Otto Rehhagel cometeu a extraordinária proeza de levar um grupo com nomes como Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Fyssas, Giannakopoulos, Karagounis, Katsouranis ou Charisteas à vitória final. Com o seu estilo ultra-defensivo e muita sorte à mistura, a verdade é que não é qualquer equipa que conquista um Campeonato da Europa.

Charisteas e o momento mais duro da história da Selecção Nacional...
Há quatro anos atrás, no Mundial da Alemanha, não se registaram grandes surpresas. Apenas Portugal se voltou a meter ao barulho para ser novamente eliminado por um penalti convertido por Zinedine Zidane nas Meias-Finais. Mas no Europeu de 2008 lá voltámos a abrir as bocas de espanto: a Rússia de Guus Hiddink praticava um futebol fantástico, que superou até o brilhantismo da Holanda de Van Basten, e chegou às Meias-Finais para ser batida apenas pelo já famoso carrossel espanhol. Na equipa russa, destacaram-se os até lá pouco conhecidos Akinfeev, Anyukov, Semak, Zhirkov, Pavlyuchenko e, claro, Andrei Arshavin, que assinaria depois pelo Arsenal. Na mesma competição, a Turquia também haveria de surpreender e bastante, participando também ela num jogo das Meias-Finais que lhe haveria de ditar a derrota por 3-2 frente à poderosa Alemanha mas que não deixou cair no esquecimento nomes como Hakan Balta, Mehmet Aurélio, Kazim Kazim, Hamit Altintop ou Semih Sentürk.
E, agora, o Uruguai de 2010, com o qual começámos o artigo. Uma selecção abnegada e voluntariosa, que sabia o que queria e que revelou ter todos os meios para o conseguir. Liderada por uma dupla atacante de impôr respeito a qualquer defesa do Mundo, foi subindo degraus até cair nas Meias-Finais perante uma Holanda mais forte. Mas, como se pode comprovar, foi apenas mais um, no meio de tantos outros, que fez mais do que seria suposto antes de iniciar o torneio. Pese embora seja um Bi-Campeão Mundial, não deixou de causar surpresa o seu brilhante feito na África do Sul...
Abraço,
JC
artenigma a 15 Julho 2010 - 9:55 mau artigo
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hiena azul, 12 min 17 seg atrás
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